E se eles nos filmassem quando levamos para casa a caneta do escritório?
E se nos gravassem quando falamos que queremos mamar nas tetas do governo, com o Auxílio-doença de uma doença inexistente e incurável?
E se nos pegassem quando o troco a mais é colocado rapidamente no bolso (ou até mesmo na cueca)?
E se nos investigassem quando doações são revertidas em dinheiro nas nossas contas?
E se nos pegassem quando tiramos proveito do erro ou ingenuidade alheios?
E se grampeassem o telefone do trabalho enquanto o usamos para conversas particulares?
E se eles fizessem um Big Brother das nossas consciências?
E se câmeras pela cidade flagrassem o roubo cotidiano praticado pelo cidadão de bem (Olho Vivo!)?
E se nos surpreendessem jogando o lixo na rua (geladeira, garrafa pet, papel de bala)?
E se nos repreendessem por dar um jeitinho, pedindo favores à influências porcas, imediatas e desonestas?
Eles?
Políticos sendo investigados em CPIs, agradecendo em oração pelo dinheiro na meia, usando o dinheiro que pagamos para fins egoístas...
Eles iriam rir.
Afinal, não passam de um espelho.
