sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Em cem anos, não haverá mais ninguém que está aqui hoje. Às vezes, esse pensamento me vem à cabeça, e já até cheguei a comentar com algumas pessoas, que respondem com um olhar de surpresa. Engraçado, achamos que somos eternos. Achamos que uma nota de papel é eterna, que um bom emprego é eterno, que nossos pais são eternos.

Em cem anos, não existirá mais aquele pipoqueiro na rua, a professora gordinha, o chefe e todos os colegas de trabalho, a avó que faz biscoitos, a mulher presidente da república, o bebê que nasceu agora do outro lado do mundo.

Não quero mais perder meu tempo. Se tudo de material é tão efêmero, vou prender meu foco e atenção no que pode ser imortal: a paz, meu legado de contribuição de amor, que é o que fica.

Mais engraçado ainda: as coisas eternas não são vendidas (ou alienáveis, só para não perder meu condão jurídico. Risos.).

Eu acho que também quero uma casa no campo.